1 Ato
Phildel – The Wolf
“Em uma cabana no meio da floresta ela se encontrava, debruçada na janela observando a lua, desejando o probido, como se a vida precisasse de mais do que isso para ter sentido. O que ela mais desejava era poder vê-lo novamente, por mais que isso parecesse surreal, era um desejo que tomava seu corpo inteiro.
De longe ela ouviu um uivo e o farfalhar das folhas da floresta, seu coração palpitando e seu desejo se aflorando, ela podia sentir dentro de si mesma, era ele, ele finalmente voltou para lhe ver.”
Apareceu em minha porta, me chamou para caminhar, eu fui sem perguntas, para ao seu lado poder estar.
Era uma noite fria, congelante.
Você caminhava ao meu lado, expectante.
Em meio ao silêncio e seus olhos me admirando, era uma exasperação infindável me dominando.
Não consigo conter esse desejo que insiste em me tomar, então eu paro, somente para te olhar.
Meus braços se esticam em um longo desejo de te sentir, meu corpo estremece, não consigo mais fingir.
Como pude esperar tanto tempo por algo mais intenso que meu ser, agora somente desejo, à você pertencer.
Ingenua demais, de nada sabia.
Esse tempo todo, te perseguia.
Me entrego sem barreiras, imersa em suas fronteiras.
Seu corpo me toma como uma presa indefesa, fico ofegante e trêmula como uma chama acesa.
Seu uivo me enloquece, calor que me aquece.
Desejo, desejo, te dominar.
Anseio, anseio, com isso acabar.
Em meu pescoço eu sinto sua respiração, meu corpo se curva em uma eterna devoção.
Sua boca se abre lentamente, suas presas passando pelo meu pescoço carinhosamente.
Seus caninos penetrando a pele de sua presa, deitada no chão, nua e indefesa.
Em um momento era prazer, no outro era dor, até tudo escurecer, em um breve esplendor.
Sua boca cheia de sangue, em sua presa seus olhos ainda se fixavam, seu pelo era branco, mas agora se avermelhavam.
Em uma noite fria e congelante.
De tudo ele sabia.
E em meio ao silêncio.
De prazer ela morria.